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"Com Bolsonaro e aliança conservadora-liberal, é possível refundar bases do Estado",

diz Lorenzoni em Almoço-Debate do LIDE

Para o futuro ministro da Casa Civil, compromisso que Bolsonaro havia assumido já está expresso na

reforma administrativa, com a reestruturação dos ministérios

Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro

O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, teve seu primeiro encontro com o empresariado, após a eleição de Jair Messias Bolsonaro como presidente da República, no Almoço-Debate LIDE. Tendo como tema as "Propostas de Governo para o Brasil", o evento promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais ocorreu na sexta-feira, 7 de dezembro, no Four Seasons Hotel, na capital paulista. Comandada pelo chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, a última edição em 2018 do Almoço-Debate reuniu 364 CEOs, presidentes e demais lideranças corporativas, além de autoridades, como o governador eleito de São Paulo, João Doria; o vice-governador paulista eleito, Rodrigo Garcia; o governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; o atual ministro do Turismo, Vinicius Lummertz; e parlamentares atuais e eleitos para a próxima legislatura.

Para Furlan, assim como o fez em relação a governos anteriores, o LIDE pleiteia três prioridades para a administração federal: educação, competitividade e tecnologia e inovação. "Lorenzoni traz propostas construtivas. Temos de acreditar no Brasil. Vamos dialogar com o futuro governo federal e apoiar as iniciativas que visem as melhorias para o país, como as reformas previdenciária e tributária e também a política econômica que está sendo elaborada por Paulo Guedes, futuro ministro da Economia. Precisamos ter uma agenda econômica liberal, que aposte na competitividade, para que o Brasil retome seu protagonismo no mundo. São Paulo pensa global e vai pensar à altura de sua relevância na Federação", complementou Doria, em sua participação antes da palestra de Lorenzoni.

"Todos queremos um novo Brasil. Chegamos aqui contra todas as possibilidades. Deus levantou o mais improvável dos homens para nos governar. E, com ele, foi estabelecida com a população uma conexão nunca vista neste país, uma mobilização em verde e amarelo, com o ressurgimento da esperança", disse o futuro ministro da Casa Civil, a respeito do presidente eleito. Segundo Lorenzoni, com Bolsonaro e a partir de uma aliança conservadora-liberal, é possível refundar as bases do Estado brasileiro.

Lorenzoni relembrou o programa de governo do então candidato à Presidência da República, enfatizando que no governo Bolsonaro os investidores terão previsibilidade e segurança jurídica, essenciais para que possam fazer os aportes necessários para reerguer a economia brasileira. "Temos a clareza da obrigação de mudar o país. O Brasil é uma nação desigual, mas o que queremos é dar os instrumentos por meio da educação, empreendedorismo e empregos", afirmou.

De acordo com Lorenzoni, Bolsonaro vai implementar o programa de governo para que o Brasil tenha capacidade de negociar com o mundo todo, com o Itamaraty e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) sem viés ideológico, além da redução de ministérios, já em curso. "O compromisso que havíamos assumido já está expresso na reforma administrativa, com a reestruturação de ministérios", ressaltou.

O futuro ministro também defendeu a simplificação de trâmites burocráticos para cidadãos e empreendedores. "Isso começa pela reforma administrativa e passa pelo governo digital. E o governo Bolsonaro vai fazer isso", afirmou. Em relação à educação, Lorenzoni disse que a atenção será o ensino fundamental e, quanto à saúde, declarou que o foco será a prevenção.

"Esta é a chance que não tivemos nos últimos anos, de ter um governo honesto. O presidente eleito me disse: 'Não estou preocupado com reeleição. Vamos fazer o que tem de ser feito'. A população escolheu seu candidato, democraticamente. Não é correto ter um terceiro turno no País", afirmou, pedindo um "grande pacto social pelo entendimento e desenvolvimento".

Respondendo às questões do empresariado, Lorenzoni preconizou que as reformas da Previdência Social e tributária são fundamentais. "Há um problema que temos de ter humildade: nossa geração falhou no modelo previdenciário. Por isso, antes de nele colocar nossos filhos e netos, é preciso reformar a Previdência. Vamos, sim, corrigir os privilégios, para que o Brasil tenha um regime de capitalização eficiente. Já estamos num forte diálogo com partidos e parlamentares, numa relação franca e transparente, visando a aprovação da reforma da Previdência, sem o toma-lá-dá-cá de antigamente. Precisamos ter uma relação de respeito e parceria com o Congresso Nacional", declarou.

Sobre uma interlocução com fintechs e investimentos em tecnologia e inovação, Lorenzoni relembrou uma viagem que o então pré-candidato Bolsonaro fez ao Japão e Coreia do Sul, para conhecer a aplicação de tecnologias na educação fundamental e média, principalmente, além da superior, na qual ficou muito impressionado. "No âmbito do Itamaraty, queremos também mudar as relações comerciais, envolvendo o intercâmbio de tecnologias nelas", disse, voltando a defender a implantação do governo digital, uma alternativa on-line de atendimento ao cidadão.

Pesquisa – Ao final do evento, foi apresentada a 135ª edição do Índice LIDE-FGV de Clima Empresarial, realizado com os presentes. O índice, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com o LIDE, é uma nota de 0 a 10, resultante de três componentes com o mesmo peso: governo, negócios e empregos.

Em relação ao levantamento anterior, realizado em novembro deste ano, o otimismo na situação atual dos negócios se manteve: 49% acreditam que o cenário em dezembro está melhor (eram 48% em novembro); para 10%, o momento atual está pior (mesmo valor do último levantamento); e para 41% do empresariado, a situação está igual (em novembro, eram 42%). O Índice LIDE-FGV de Clima Empresarial em novembro também registrou crescimento, com 6,1 pontos, ante 6 em novembro. O cenário político é o tema que mais preocupa o empresariado (76%), seguido da crise internacional (13%). A carga tributária é um impeditivo de crescimento das empresas para 47% dos empresários, seguido pelo cenário político (40%) e do nível de procura (9%). Para 34% do empresariado consultado, a educação é a área que o Brasil mais precisa melhorar, à frente da infraestrutura (26%), política (21%), segurança (17%) e saúde (2%).

Essa edição tem patrocínio de ATLAS QUANTUM, BASF, BRAGA NASCIMENTO E ZILIO, COMOLATTI, CONFIANÇA SUPERMERCADOS, COUROMODA, CSN, GOCIL, HUAWEI, ICON AVIATION, INNOVA, MICROSOFT, MULTIPLAN, PPG, SAVEGNANO, SEMP TCL E WHIRLPOOL. Os fornecedores oficiais são: APIS, CDN, MISTRAL, RCE DIGITAL, 3CORAÇÕES. Apoio: DR. JOE, MGI TECH, FGV EAESP. Mídia partners: PRNEWSWIRE, PROGRAMASOM, REVISTA LIDE, TV LIDE.

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