eventos lide
almoço debate

"Competitividade requer capital das privatizações", diz presidente da Eletrobras em Almoço-Debate LIDE

Além da desestatização e investimentos em hidrelétricas, Brasil deve continuar a apostar em energia eólica, que hoje representa 11% de recursos energéticos, defende Wilson Ferreira

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira, participou hoje, 10 de setembro, na capital paulista, do Almoço-Debate sobre “Privatização para o alcance da eficiência”, promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais com 311 CEOs, presidentes e demais lideranças corporativas. 

 

Defensor da venda de distribuidoras de energia elétrica controladas pela estatal para equilibrar as contas e quitar as dívidas da companhia, Ferreira afirmou que, nos próximos anos, o setor terá de investir cerca de R$ 500 bilhões. “Para que possamos ter competitividade e, inclusive, reduzir o custo da tarifa para o consumidor, teremos de nos capitalizar, por isso a necessidade de privatizações”, defendeu. Segundo ele, além de hidrelétricas, o Brasil deve continuar a apostar em energia eólica, que hoje representa 11% de recursos energéticos – nos últimos cinco anos, o País tem registrado o maior crescimento nesta fonte. “Nosso potencial eólico ainda é enorme e também temos uma grande reserva de gás”, complementou.

 

Durante o evento, comandado pelo chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, Ferreira disse que ao ingressar na Eletrobras, há dois anos, se assustou com o corporativismo na holding estatal. “É um desafio para a boa gestão, principalmente em um cenário de crise e após a então presidente Dilma Rousseff baixar as tarifas, em 2012, medida que prejudicou notadamente as empresas do setor.”

 

De acordo com Ferreira, de seis empresas controladas de distribuição nas regiões Norte e Nordeste – nos estados de Acre, Alagoas, Amazonas, Rondônia, Piauí e Roraima –, a Eletrobras já vendeu quatro delas no final do mês passado, por meio de leilões.

 

Ainda assim, a companhia aguarda a aprovação de um projeto de lei (PL) que viabiliza a venda de distribuidoras da estatal – a PL passou por mais uma comissão do Senado Federal na última quarta-feira, 5 de setembro, e está pronta para análise do plenário da Casa, mas a votação só deve acontecer após as eleições de outubro, quando o texto será submetido à sanção da presidência da República. De acordo com Ferreira, a intenção é sair, de forma definitiva, do mercado de distribuição de energia elétrica.

 

Apesar das dívidas e da implantação de um Plano de Demissão Consensual (PDC), que pretende cortar até 3 mil vagas de emprego até o final deste ano e que deve possibilitar uma economia anual de R$ 231 milhões, a Eletrobras fechou o primeiro semestre de 2018 com saldo positivo. Segundo o balanço divulgado no mês passado, a companhia teve lucro líquido de R$ 2,88 bilhões, 68% superior ao mesmo período de 2017.

 

“Padronizamos todos os estatutos das empresas controladas pela Eletrobras que estavam mais para empresas ‘descontroladas’. E, agora, estamos finalizando obras das hidrelétricas que já tinham sido iniciadas, como a de Belo Monte, na Bacia do Rio Xingu, no sudoeste do Pará”, elencou Ferreira entre outros resultados de sua gestão.

 

Pesquisa – Ao final do evento, foi apresentada a 133ª edição do Índice LIDE-FGV de Clima Empresarial, realizado com 311 CEOs, presidentes e outros líderes empresariais presentes. O índice, calculado pela FGV em parceria com o LIDE, é uma nota de 0 a 10, resultante de três componentes com o mesmo peso: governo, negócios e empregos.

 

Em relação ao levantamento anterior, realizado em agosto deste ano, o pessimismo – já registrado nas edições anteriores do levantamento – teve um recuo: 30% acreditam que a situação em setembro está melhor (eram 38% no mês precedente); para 18%, o cenário atual está pior (ante 18% em agosto); e para 49% do empresariado, a situação está igual (no mês anterior, eram 44%). Apesar do ligeiro otimismo, o Índice LIDE-FGV de Clima Empresarial em setembro teve uma queda, registrando 4,7, ante 5,1 em agosto. O cenário político é o tema que mais preocupa o empresariado (94%), seguido do câmbio (4%). O mesmo cenário político é um impeditivo de crescimento das empresas para 68% dos empresários, seguido pela carga tributária (24%) e do nível de procura (7%). Para 31% do empresariado consultado, a educação (38%) é a área que o Brasil mais precisa melhorar, pouco à frente da política (32%), infraestrutura (13%), segurança (11%) e saúde (6%).

 

Esta edição do Almoço-Debate LIDE teve patrocínio de ALBUQUERQUE & ALVARENGA, AUDI, BRAGA NASCIMENTO & ZILIO, COSAN, DELTA AIRLINES, GOCIL, GRUPO JEREISSATI, MAPFRE, UBS, UNIESP, UNITEDHEALTH GROUP e WALD. São fornecedores oficiais: 3 CORAÇÕES, CDN COMUNICAÇÃO, CORPORATE IMAGE, ECCAPLAN, MISTRAL E VINCI E PROGRAMASSOM. Mídia Partners: PRNEWSWIRE e RÁDIO JOVEM PAN.

 

CDN Comunicação Corporativa