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Em Almoço-Debate LIDE, Ramos reforça importância do diálogo para a coordenação político-institucional

Para o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, é preciso reestabelecer a ética, honestidade e

valores morais como qualidades indispensáveis ao quadro político nacional

Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República

O ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, falou durante o Almoço-Debate LIDE sobre os desafios da pasta para continuar o trabalho que vem sendo feito no governo Jair Bolsonaro e também para garantir de forma propositiva a coordenação político-institucional. Promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais e comandado por seu vice-chairman, Claudio Lottenberg, o encontro ocorreu nesta sexta-feira, 19 de julho, no Hotel Grand Hyatt, na capital paulista.

 

“Ramos se propõe de maneira determinada a prestar seus serviços em prol da articulação política e institucional, em um momento que o liberalismo abre oportunidades de ações nesta linha de pensamento. Ele se coloca acima dos interesses individuais. Precisamos de um debate que seja estruturante”, enfatizou Lottenberg, dando boas-vindas ao ministro.

 

Uma das autoridades presentes no evento, o governador paulista João Doria (PSDB) ressaltou que Ramos é um integrador e harmonizador. “O Brasil precisa de concórdia e paz. O mundo da política exige entendimento e resposta. Neste curto período de gestão, ele conseguiu estabelecer uma nova relação com o Congresso Nacional e os governadores. À frente do governo do Estado de São Paulo, apoiamos a reforma da Previdência sem contrapartida. E vamos apoiar também a reforma tributária”, afirmou.

 

General de reserva, Ramos esteve 46 anos no Exército, tendo atuado como adido militar em Israel e passado por missões no exterior, como na ex-Iugoslávia. “Os empresários são os heróis deste país, pelo que enfrentam de burocracia e carga tributária”, disse aos presentes, segundo ele um recado do próprio Bolsonaro às lideranças corporativas participantes do Almoço-Debate. Para o ministro, já está ocorrendo a retomada do crescimento econômico, e o acordo entre o Mercosul e a União Europeia atesta isso. “Para consolidá-la, é preciso aprovar as reformas previdenciária, política, trabalhista e tributária. É ainda necessária a desestatização, fazendo com que o Estado concentre suas ações em saúde e educação, por exemplo”, completou.

 

Ramos também defendeu investimentos em infraestrutura, em parceria com a iniciativa privada, aportes em segurança pública, incluindo as regiões de fronteira, e incentivos à produtividade, com mão de obra qualificada, gestão empresarial competente, logística eficiente e tecnologia e inovação. “É preciso também modificar o perfil do quadro político nacional, reestabelecendo a ética, honestidade e valores morais como qualidades indispensáveis; atuar junto à nova classe política, em busca de diferentes compromissos e ideias; e a médio prazo, organizar partidos fortes, com programas de governo consistentes e linhas definidas de posição ideológica, sem demonização do contrário”, detalhou.

 

Para o ministro, Bolsonaro é um homem bem-intencionado e quer o melhor para o Brasil e falta reconhecimento ao trabalho feito pelo presidente, citando como exemplo a redução de ministérios, a proposta de reforma da Previdência, a MP da Liberdade Econômica, as privatizações de aeroportos e de terminais portuários, a possível filiação do Brasil à OCDE e a isenção de vistos para turistas americanos, canadenses e japoneses, entre outras nacionalidades, para estimular o turismo.

 

Pesquisa – Durante o evento, os presentes responderam a 138ª edição do Índice LIDE-FGV de Clima Empresarial, que revelou uma média de 6,3. O índice, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o LIDE, é uma nota de 0 a 10, resultante de três componentes com o mesmo peso: governo, negócios e empregos.

 

Em relação ao levantamento anterior, feito em abril deste ano, o cenário político continua preocupante para 86% do empresariado, seguidos da crise internacional (7%), câmbio (4%) e inflação (3%). Sobre o otimismo na situação atual dos negócios, 60% acreditam estar melhor, contra 57% na última pesquisa; 31% acham que está igual, contra 46% no levantamento anterior; e 9% avaliam que a situação está pior, contra 8% em abril.

 

Questionados sobre qual a área que o Brasil precisa melhorar, a infraestrutura foi apontada por 33% dos empresários, seguida por educação (31%), política (24%), segurança (8%) e saúde (4%). Quanto ao índice de empregos atuais (diretos e indiretos), 39% do empresariado acredita que o país vai empregar mais, uma redução de três pontos percentuais aos 41% da última pesquisa; 53% acham que o Brasil vai manter a taxa atual, mesmo percentual do levantamento anterior; e 8% acreditam que haverá demissões, contra 6% em abril passado. Finalmente, em relação ao crescimento econômico em 2019, a pesquisa apontou uma média de 1,1% de perspectiva de evolução do PIB.

Fernando Irribarra - CDN Comunicação Corporativa