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Como e quando despertou a vontade e o amor pela gastronomia com seus motivos, incentivos e história. E o que fez com que o amor se tornasse uma profissão para a vida?

Desde pequena, a gastronomia já fazia parte de mim. Eu adorava brincar de misturar ingredientes e criar receitas, era algo natural e intuitivo.
Com o tempo, percebi que cozinhar ia além da comida: era uma forma de expressar afeto e me conectar com as pessoas. Foi assim que esse amor deixou de ser brincadeira e se transformou na minha profissão e no meu propósito de vida.

 

E também, nos conte um pouco de sua trajetória, até se tornar embaixadora do conceito “Slow Food” respeitando a sazonalidade com a valorização dos ingredientes locais da região da Serra da Mantiqueira, e fundadora do grupo “Cozinha da Mantiqueira”.

Me sinto lisonjeada com a pergunta, mas minha trajetória é simples. Sempre estive muito próxima dos produtores locais, acompanhando o que cada estação oferece e valorizando esses ingredientes no meu trabalho.
A Serra da Mantiqueira é extremamente rica, e foi esse contato direto com a terra e com as pessoas que me levou, de forma natural, a seguir os princípios do Slow Food. Sou muito grata por viver e trabalhar aqui, que é minha maior fonte de inspiração.

 

As criações dos pratos com ingredientes regionais surgiram da facilidade e do próprio conceito ou vieram também das pesquisas feitas através de anos de experiência? E qual a frequência de novas criações de pratos com a estrela da casa, o Pinhão?

Minhas criações nascem de forma muito natural, unindo o conceito de valorizar os ingredientes regionais com anos de experiência e pesquisa. Estar próxima dos produtores e entender o que cada estação oferece faz toda a diferença no resultado.
Também adoro viajar e conhecer novos ingredientes e culturas, e isso amplia meu repertório e inspira novas combinações. O pinhão, que é a estrela da casa, está sempre presente, a cada temporada ele ganha releituras, respeitando sua essência, mas trazendo novos olhares.

Quais os pratos queridinhos dos clientes no Donna Pinha e Casa Bambuí e os seus preferidos na atualidade?

No Donna Pinha, temos pratos já emblemáticos da nossa história, como a linguiça de truta artesanal, a tradicional caldeirada da Serra e o risoto de arroz negro com cogumelos frescos e queijo Jordão, que traduz muito da identidade da Mantiqueira. O couvert da casa também é muito querido, sempre valorizando os sabores da estação, acompanhado de pão quentinho saindo do forno.
Já na Casa Bambuí, um dos queridinhos é o “Andar nos Trilhos”, com trio de coxinha defumada, croquete de cogumelos e bolinha de queijo regional. As sobremesas também ganharam destaque, especialmente a gaiola, com as releituras de clássicos franceses preparados com ingredientes locais, trazendo delicadeza e identidade ao mesmo tempo.
São propostas diferentes, mas ambas têm algo em comum: o respeito pelos ingredientes da Serra da Mantiqueira, valorizando produtores locais, memórias afetivas e a riqueza da nossa região.

 

Além de chef, empresária, pesquisadora, também é escritora de livros a receitas, como administra o tempo para as atividades? E qual seu hobby nas horas de lazer?

Minha agenda parece ter mais de 24 horas. Sou intensa, durmo pouco e realmente amo o que faço, isso faz com que tudo flua.
No tempo livre, meu maior hobby ainda é explorar: viajar, conhecer novos lugares, ingredientes e culturas. Para mim, lazer e inspiração acabam caminhando juntos.

 

O restaurante Donna Pinha que está completando 25 anos e o mais recente Casa Bambuí, são sem dúvida, sonhos realizados. Diga para os internautas do portal São Paulo 24 horas, quais são os próximos objetivos a serem conquistados e deixe uma mensagem a todos que amam a gastronomia regional.

Minha vida teve momentos difíceis e perdas importantes, e isso me ensinou a viver o presente com intensidade. Não sou de planejar tudo a longo prazo, sigo muito o fluxo da vida, aproveitando as oportunidades conforme elas surgem.
Meus próximos objetivos são continuar evoluindo, criando e fortalecendo cada vez mais esse trabalho que construí com tanto significado.
E deixo uma mensagem: valorizem a gastronomia regional, respeitem os ingredientes, as pessoas e a origem de tudo. É aí que está a verdadeira essência da cozinha.

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