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São Paulo, Agosto de 2026
CARDE reabre com muitas novidades em seu acervo de carros, obras de arte e mobiliário
São 21 carros e outras novidades nunca apresentadas. É a maior renovação de sua exposição desde a inauguração do museu, em novembro de 2024
Entre os dias 18 e 27 de maio, o CARDE ficou fechado temporariamente para uma manutenção predial expressiva, com foco na pintura, pisos, modernização da cozinha, entre outros itens para o conforto e comodidade para os visitantes. E para aproveitar a parada técnica, o diretor e curador do museu, Luiz Goshima, optou por fazer uma renovação parcial no acervo de carros, obras de arte e mobiliário, trazendo assim muitas novidades nunca antes apresentadas no CARDE.
Entre as obras de arte, o destaque vai para a escultura Trepante (versão 1) em aço inox e troncos de madeira, de Lygia Clark. Há também os vasos Xangô, Oxaguiam, Oxossi e Ogum, de Almir Lemos, modelado à mão em argila primitiva crua sem queima, mantendo toda sedimentação do solo. Nas obras primas do mobiliário histórico brasileiro está a Cadeira de Três Pés, de Joaquim Tenreiro, de 1947, utilizando madeiras jacarandá, roxinho, pau-marfim, imbuia de mogno e pau ferro.
Na lista dos carros, são 21 modelos, que vão desde a Lancia Aurelia B52 B Junior Coupé, de 1952, o Cadillac Eldorado Biarritz 1959, que acabou de ser destaque em março, no evento de anúncio da chegada da marca Cadillac ao Brasil,
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Porsche 356 Speedster, de 1957, Plymouth Superbird 1970, e vários modelos aspiracionais nacionais das décadas de 1980 e 1990, como o Passat Pointer, os Chevrolet Kadett, Opala Diplomata e Corsa GSI, Fiat Tempra Turbo, entre outros, em estado de zero-quilômetro. Entre os importados de mesma época, o Lotus Omega 3.6 Biturbo 1992 está em evidência pela sua potência e body kits esportivos. No tema exclusividade, outro modelo que chega ao CARDE é o Volkswagen SP1, azul, de 1974, lado a lado com um SP2, prata, que já fazia parte da exposição.
O CARDE acaba de superar a marca de 150 mil visitantes, desde a sua inauguração, em novembro de 2024. Essa é a primeira alteração expressiva da exposição. O museu ampliou o seu acervo de obras de arte e mobiliário histórico e também seu acervo automotivo, que trouxe muitos modelos marcantes da história automotiva. São vários destaques das décadas de 1980 e 1990, um pedido que sempre os visitantes fizeram ao CARDE, pelas conexões sentimentais que geram.
CARDE, mais do que um museu, um “ecossistema” do antigomobilismo
No Brasil, um novo e forte ecossistema para o antigomobilismo está se formando. Lojas especializadas, restauradores de alto nível, coleções com representatividade internacional. Um dos marcos desse novo ecossistema é o CARDE museu, da Fundação Lia Maria Aguiar, inaugurado em novembro de 2024. Ele conta a história da república por meio de carros e obras de arte. Os veículos são utilizados como fio condutor que estimula a todos, por meio de forte conexão sentimental que os carros geram nas pessoas.
O CARDE em 2025 deu importantes passos na internacionalização do antigomobilismo brasileiro, de forma inédita. Foi duplamente premiado em dois dos mais importantes encontros e concursos de elegância do mundo. O Isotta Fraschini 1928 foi eleito como o modelo mais luxuoso de Pebble Beach no ano passado, e a Ferrari F50, a melhor das 16 unidades expostas no The Quail, a Motorsports Gathering, em celebração ao aniversário de 30 anos de lançamento do modelo italiano, considerado um F1 de rua. Foi a primeira vez que a relevância do nosso País ficou evidenciada em fóruns internacionais.
“O Brasil vive um momento de evolução da valorização da cultura automotiva, que se une ao entendimento do carro antigo também como produto com valor estável e precificação muitas vezes com referências internacionais. Além do fator sentimental para alguns, o carro clássico hoje é visto também como um investimento resiliente à grandes flutuações. Há ainda um terceiro ganho, que é a abertura para novas oportunidades de networking, entre pessoas de mesma afinidade”, explica Luiz Goshima.
O museu é parte da Fundação Lia Maria Aguiar (FLMA), que conta com outras iniciativas na cidade de Campos do Jordão. É uma instituição independente e sem fins lucrativos, que há 17 anos desenvolve projetos nas áreas de arte, cultura, educação, saúde e desenvolvimento social. Anualmente, mais de 700 crianças e adolescentes participam de cursos artísticos profissionalizantes nos Núcleos de Dança, Música e Teatro — que se tornam a porta de entrada para um mundo de oportunidades e possibilidades.
A FLMA conta ainda com o Núcleo de Saúde, gerido em parceria com o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL), que oferece atendimento gratuito a alunos, familiares e colaboradores. Por meio de parceria com a prefeitura, o núcleo também estende o atendimento à população local.
Clara Heloisa Costa / Comunicação CARDE


















