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Forte em Agricultura, TI e Manufatura, Indiana (EUA) quer receber investimentos brasileiros

Bruce Kettler, diretor de Agricultura de Indiana, veio ao Brasil apresentar as potencialidades do Estado

São Paulo, 18 de Fevereiro de 2019 - Um dos principais centros agrícolas dos Estados Unidos, o estado de Indiana foi escolhido pela Solinftec, empresa brasileira líder em agricultura digital, para receber uma operação internacional. Mesmo “chovendo no molhado” sobre o bom ambiente institucional americano, Renato Hersz, diretor de estratégia e desenvolvimento corporativo da Solinftec, elogia a facilidade de fazer negócios no estado.

O executivo contava sua experiência como investidor em Indiana no almoço realizado em São Paulo em 18/2, organizado pelo Indiana Economic Development Corporation – a agência de promoção comercial do Estado. Bruce Kettler, diretor do Departamento de Agricultura do Estado de Indiana, liderava a delegação. Neuraci Carvalho, diretora executiva da unidade de Motores da Cummins para a América Latina, também estava no evento.

“Queremos trazer o mundo para Indiana. Além de capacidades industriais e agricultura desenvolvidas, somos capazes de

conectar o mundo ao estado”, disse Kettler, referindo-se à infraestrutura logística da região – aeroportos, portos, mão de obra qualificada e conectividade. Indiana é um dos estados do rico meio-oeste americano, e alguns de seus vizinhos são Illinois (com capital em Chicago) e Michigan (Detroit).

Um dos motivos para a Solinftec escolher Indiana foi a proximidade com o aeroporto de Chicago, que tem escala direta para o Brasil. O escritório da companhia fica em Lafayette (Indiana), a uma hora do aeroporto. Ele também conta um exemplo prático do ambiente favorável de negócios.

Quando a Solinftec começou a assinar contratos em Indiana, estranhou que não havia cláusula de cancelamento. Questionou, por exemplo, como é possível um contrato de cinco anos não prever multa para interrupção de fornecimento. “Perguntei isso para o advogado e ele simplesmente respondeu que o fornecedor paga o restante do contrato. Simples assim.”

No Brasil, um cancelamento de contrato daria motivos para uma cansativa disputa judicial, compara Hersz. “Aqui tem que negociar a multa, se vai ser de 70% ou 80% do valor. Então tem uma questão legal mesmo. Se tiver que executar o contrato, por exemplo, o juiz acha que é outra coisa e vai julgar da forma dele.” Nos Estados Unidos, o entendimento é que o valor restante do contrato tem que ser pago, sem necessidade de litígio.

Kettler destaca que não é só o bom ambiente regulatório que o estado oferece. As universidades e centros de pesquisa em agricultura estão entre os melhores dos Estados Unidos. Há muitas oportunidades em agricultura, ciências da vida, tecnologia da informação e manufatura, afirma o diretor. “Esses setores permitem que as companhias brasileiras expandam suas bases em Indiana.”

André Inohara / Amcham Brasil

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