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antropologia

Gestores ausentes

“Professor, meu gestor não está nem aí para o que eu faço. Ele diz que confia em mim e não precisa acompanhar meu trabalho.”

Foi isso que me disse um colaborador que estava pensando em deixar a empresa em que trabalha em busca de um outro local de trabalho onde ele se sentisse mais valorizado.

Ao conversar com o gestor desse colaborador, o gestor confirmou o que o colaborador havia dito:

“Ele é o melhor funcionário que temos. Tudo o que faz, faz bem feito. Não precisa de acompanhamento. Eu tenho que cuidar dos que não fazem e são ruins.”

Vejo isso acontecer em muitas empresas e organizações. Os gestores se preocupam apenas com os de baixa performance e se esquecem de valorizar os seus melhores talentos. Com esse tipo de gestão as empresas acabam perdendo seus melhores colaboradores que se sentem pouco valorizados pela falta de atenção de seus gestores.

Recebo ainda relatos de colaboradores que dizem que seus gestores estão apenas preocupados em “fazer política” dentro da empresa para subir na carreira e que são totalmente ausentes da operação. Por não acompanharem de perto a operação ficam sem saber quem realmente são os melhores colaboradores de sua área e ficam à mercê dos que fazem bom “marketing”, os mais espertos que bajulam seus gestores com muita eficiência, mas que têm baixa produtividade.

Os gestores precisam compreender que as pessoas não deixam suas empresas. Deixam seus gestores. E a empresa perde seus melhores talentos quando os gestores não acompanham tudo o que seus liderados fazem, dando liberdade, mas acompanhando e estando sempre juntos, elogiando, corrigindo, chamando a atenção.

Conheço colaboradores que cometem erros propositais só para testar seus gestores e ficam decepcionados ao verem que seus gestores sequer perceberam o erro cometido ou fizeram vista grossa para o ocorrido. Isso é altamente desmotivador para qualquer colaborador.

 

Pense nisso. Sucesso!

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