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Índices do mercado imobiliário comercial e residencial devem crescer em 2019 

Segundo pesquisas do ABECIP, CBIC, Cushman & Wakefield e FGV, aquecimento no setor será significativo a partir deste ano

mercado imobiliário nacional já apresenta sinais de que retomará com força o crescimento em 2019. Os primeiros sintomas já ocorreram em 2018, quando segundo informações do ABECIP (Associação das entidades de crédito imobiliário), o número de buscas por financiamento para aquisição ou construção de imóveis cresceu 15%, depois de três anos de quedas. Também, segundo um levantamento divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), houve uma expansão de lançamentos e vendas no segundo trimestre de 2018, além de queda nos estoques, que abrange dados de 21 cidades e regiões metropolitanas.

A oferta de novos empreendimentos residenciais deve voltar a crescer no País em 2019, após anos de crise que forçaram incorporadoras a suspenderem projetos e priorizarem a desova de unidades encalhadas ou devolvidas por cancelamentos de vendas. Com os estoques sendo normalizados na maior parte do Brasil e com as expectativas de melhora no quadro econômico nacional, a tendência é de reaquecimento do setor daqui em diante, estimam empresários e consultores.

 

Os lançamentos e as vendas de imóveis no País devem crescer na ordem de 10% a 15% na comparação de 2019 com 2018, segundo projeções da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). “Esperamos que seja um crescimento paulatino”, afirmou o presidente da Comissão Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci.

Embora haja um reaquecimento em andamento, o mercado imobiliário não viverá um novo “boom” como o ocorrido há uma década, ponderou a coordenadora de estudos da construção da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ana Maria Castelo. “Há um otimismo no ar, mas também existem muitas incertezas pela frente”, alertou.

Além da redução dos estoques de modo geral, Castelo citou que o mercado imobiliário também tem a seu favor um ambiente econômico mais saudável no País, com inflação sob controle, disponibilidade de financiamento e confiança crescente de empresários e consumidores para fechar negócios. Um fator importante é a necessidade de reequilíbrio das contas do governo federal por meio da revisão dos sistemas de aposentadorias e tributos, o que será determinante para a saúde financeira do País no médio e no longo prazo.

Os lançamentos de imóveis no país totalizaram 25.483 unidades entre abril e junho de 2018, alta de 19,9% em relação aos mesmos meses de 2017. Por sua vez, as vendas atingiram 29.951 unidades, crescimento de 32,8% na mesma base de comparação.

A comprovação se dá com dados da Cushman & Wakefield, que apontam que em 2018 a venda de imóveis residenciais cresceu cerca de 10%. Já nos imóveis corporativos os números apontam uma queda de espaços a serem ocupados em São Paulo estando atualmente em 21,4% (já atingiu 29,5% em 2016). Considerando contratos assinados sem mudança, a taxa já cai para 18%.

As expectativas de especialistas são que ocorram uma grande valorização do metro quadrado para quem investe em áreas estruturadas. “Depois de um período de estagnação, temos observado uma maior procura pelos loteamentos que oferecemos, sejam habitacionais ou corporativos. Isso demonstra que melhorou o otimismo com a economia, sendo que geralmente loteamentos e imóveis são os primeiros que se valorizam com retomada econômica”, explica Marcus Cunha, Diretor de Marketing do Grupo Realibras/Conspar, especializado em empreendimentos imobiliários.

O mercado de aluguel de imóveis nas grandes cidades também vem retomando as rédeas. O início de cada ano registra aumento na procura de imóveis para aluguel na cidade de São Paulo. Isso se deve especialmente à busca de estudantes do interior paulista ou de outros estados que vão começar a estudar em universidades paulistanas e precisam de um lugar para morar.

São Paulo conta hoje com mais de 70 universidades e faculdades, entre elas estão a USP, Unesp e Mackenzie, conhecidas por serem de excelência e por terem muitos alunos que vêm de fora do estado, alguns até do exterior. Apesar de terem um perfil heterogêneo, os estudantes que chegam em São Paulo para estudar têm preocupações bastante comuns, moradia com fácil acesso às universidades é o principal deles. A maior parte dos estudantes prefere regiões como, Perdizes, Consolação, Paulista, Vila Mariana, Liberdade e Vila Clementino, entre outras. Há também aumento da procura na região do ABC Paulista.

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