top of page
moda
SPFW N61

São Paulo, Outubro de 2026

SPFW N61 encerra celebração de 30 anos com desfiles marcantes e grandes nomes na capital

Evento movimentou o Parque Ibirapuera e locações externas da cidade com presença de estrelas internacionais, referências da moda praia, estreias na passarela e forte exaltação da cultura brasileira.

A 61ª edição da São Paulo Fashion Week (SPFW N61) ocorreu entre os dias 13 e 18 de outubro de 2026, selando o encerramento das celebrações de três décadas de história do evento que transformou o panorama do design e da indústria têxtil na América Latina. Operando sob o novo calendário sob a gestão da IMM em parceria com o Rio Fashion Week, o circuito paulista reafirmou seu papel como plataforma de expressão artística, política e mercadológica. O Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra), situado no Parque Ibirapuera, serviu como o grande epicentro criativo da temporada, recebendo a estrutura principal dos desfiles, exposições e bastidores, enquanto diferentes locações externas pela capital paulista serviram de pano de fundo para coleções que dialogavam com o espaço urbano.

​

A abertura da semana de moda, no dia 13 de outubro, estabeleceu a pluralidade que guiaria toda a edição. Pela manhã, a marca Herchcovitch; Alexandre apresentou uma coleção focada no rigor da alfaiataria e no estudo aprofundado das formas, abrindo o cronograma em uma locação externa. À noite, a marca Forca deu continuidade aos trabalhos fora do circuito tradicional do parque, trazendo

uma estética underground ancorada na cultura streetwear, nas subculturas urbanas e na desconstrução de tecidos utilitários. Essa dualidade entre a tradição do corte preciso e a transgressão estética deu o tom dos dias que se seguiram.

​

Ao longo da semana, o Pavilhão das Culturas Brasileiras abrigou apresentações marcadas por narrativas visuais potentes. A marca Marina Bitu trouxe para a passarela a riqueza das técnicas artesanais do Nordeste brasileiro, combinando tramas de crochê, tingimentos naturais e texturas orgânicas a um design contemporâneo. A À La Garçonne, com beleza assinada por Celso Kamura, destacou-se pela fusão entre peças vintage, esportivas e alta costura, utilizando pontos de cor vibrante nos olhos das modelos para contrastar com composições predominantemente sóbrias. Já a Artemisi impactou a audiência com seu trabalho focado em experimentação tecnológica, estruturas rígidas, impressão 3D e silhuetas de apelo futurista.

​

A moda praia e o beachwear sofisticado ganharam protagonismo com a apresentação do renomado estilista Amir Slama. Conhecido por revolucionar o segmento ao unir corte impecável, estampas autorais e referências tropicais contemporâneas, o estilista levou à passarela uma coleção que transitou com fluidez entre o balneário e a moda urbana, combinando moda de praia estruturada, saídas de banho luxuosas, acessórios marcantes e um apelo marcante de sofisticação e brasilidade.

​

A representatividade e a cultura popular brasileira ocuparam papel central em desfiles que mobilizaram o público e as redes sociais. A Dendezeiro protagonizou um dos momentos mais comentados da temporada ao mesclar alta moda, alfaiataria baiana e a cena do rap nacional. Além de levar à passarela personalidades como Karol Conká, Veigh, Duquesa e Júlia Costa, a marca surpreendeu ao incluir no casting a cantora norte-americana Normani. No encerramento da semana, no domingo, dia 18 de outubro, a marca Apartamento 03 apresentou um desfile concebido integralmente com um casting de mulheres pretas de diferentes gerações e trajetórias, culminando na presença da deputada federal Erika Hilton na passarela e reafirmando o compromisso da moda com debates sociais e inclusão.

​

A edição N61 também abriu espaço para novas linguagens e retornos significativos ao ecossistema da moda nacional. A estreia da estilista Giovanna Resende à frente da marca Hisha trouxe uma perspectiva autoral voltada para modelagens fluídas e manipulação de superfícies, ao passo que a marca Ammi realizou sua primeira apresentação oficial no evento. Em contrapartida, veteranos da moda brasileira marcaram presença em colaborações estratégicas, como o estilista Ronaldo Fraga, que desenvolveu uma coleção em parceria com o projeto Sou de Algodão, evidenciando o uso de fibras naturais, a sustentabilidade na cadeia produtiva e o trabalho com comunidades artesanais.

​

No tocante às tendências de moda e beleza, a temporada consolidou o encontro entre o utilitário, o feito à mão e a sofisticação despretensiosa. As passarelas viram a predominância de silhuetas oversized, jaquetarias estruturadas, bermudas acetinadas, sobreposições complexas e o reaproveitamento de materiais por meio do upcycling. Elementos artesanais, como aplicações de miçangas, trançados e bordados manuais, surgiram integrados a tecidos tecnológicos e alfaiataria desconstruída. Na beleza, prevaleceu a valorização dos cabelos e texturas naturais, acompanhada por peles ilimitadas e focos estratégicos de pigmentos puros — em tons de rosa, verde e laranja — concentrados no canto interno dos olhos. Com essa combinação de inovação, resgate histórico e forte apelo visual, a SPFW N61 encerrou seu ciclo de celebração aos 30 anos projetando os rumos da moda brasileira para o futuro.

Confira todas as fotos da SPFW N61

Social

Desfiles

Bastidores

Pacubra

PublicidadeRodapéSP.jpg
São Paulo 24 Horas (2018) - Para quem VIve São Paulo intensamente! - Todos os Direitos Reservados ®
bottom of page