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Autoridades e especialistas discutiram prioridades para o setor, que também deve aproveitar e adaptar exemplos bem sucedidos  

Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna durante o Fórum

O Brasil precisa atrelar investimento a resultado para qualificar a educação pública e beneficiar alunos e educadores. A conclusão ocorreu durante discussão no 6º Fórum LIDE de Educação, que reuniu especialistas, autoridades e empresários para debater o setor. O encontro aconteceu em parceria com o Instituto Ayrton Senna, em São Paulo, na terça-feira (5).  

Os debatedores participaram de três painéis, que ainda apontaram a necessidade de gestores públicos reaproveitarem boas práticas em execução no país e adapta-las às realidades locais. O economista-chefe do Instituto Ayrton Senna, Ricardo Paes de Barros, considerou que o Brasil destina recursos suficientes para a educação pública, mas de maneira ineficiente.  

 

Segundo ele, o país está no grupo de 20% de nações que mais investem no setor, mas não gera resultados qualitativos. “O Brasil é mundialmente reconhecido como um país esforçado, mas ainda incapaz de reproduzir os esforços em resultados, pois não copiamos ou replicamos os nossos próprios exemplos de sucesso”, considerou o economista. 

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), cujo estado tornou-se referência na distribuição de impostos para fomentar a educação básica, afirmou na apresentação que gerir o setor é um processo dinâmico e requer assiduidade em localidades de baixa renda. "É preciso ter uma política de continuidade. Não adianta fazer e abandonar", afirmou. 

Para o ex-ministro da Educação, Mendonça Filho, o segmento necessita de maiores investimentos na educação básica para gerar implicações positivas. "Há um ambiente de ineficiência muito grande, então é preciso estabelecer prioridades. Para chegar ao topo [qualitativamente] é preciso ter uma boa base. Precisamos interverter a prioridade", disse.  

A opinião foi compartilhada com o economista Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo e atual presidente da Indústria Brasileira de Árvores (IBA), que defendeu qualidade no início da aprendizagem de crianças. "Na conversa e no debate a situação avança e eu defendo isso. Dar uma largada igualitária é fundamental para aquele estudante se desenvolver no futuro." 

Tecnologia e bilíngue  

O secretário da Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, acredita na digitalização do setor. "Mais que usar a tecnologia na sala de aula, é necessário que o jovem entenda o impacto dessa ferramenta para o seu futuro. Se ele quer ser tornar um advogado, precisa entender como a inteligência artificial tem impactado esse segmento", afirmou.  

Soares, que divulgou economia de R$ 800 milhões na pasta ao readequar processos desde o início do ano, considerou que São Paulo preocupa-se em aprimorar a área ao olhar exemplos bem-sucedidos em outros estados. "A reorganização da própria secretaria ainda não acabou. Estamos aprimorando uma nova base do currículo escolar para o país."  

Nessa atualização, o governador João Doria (PSDB) explicou que, além da inserção da tecnologia, integra a redistribuição de período de férias para colaborar com a aprendizagem do aluno e o ensino bilíngue. "Sonho com que todos possam aprender inglês. Iniciamos um programa com o setor privado para fazer um reforço com escolas de inglês."  

Legado e premiação  

A sexta edição do fórum deixou uma carta legado para o aprimoramento da educação pública. "O problema está na ineficiência do uso dos recursos. Precisamos investir corretamente o que se tem de maneira inteligente. Promover a sistematização do que funciona bem, com base em evidência e eficiência", declarou a presidente do IAS, Viviane Senna. 

O presidente do LIDE Educação, Mario Anseloni, que dividiu a curadoria do fórum com Viviane Senna, defendeu eventos que debatam o setor. "A ideia é sempre buscar soluções, por meio da área que talvez seja a mais importante para o desenvolvimento econômico e social, que é a educação. É, principalmente, dar um futuro mais digno e próspero", celebrou.  

Ao final do evento, o governador Camilo Santana e os prefeitos de Sobral (CE), Ivo Gomes, de Cocal dos Alves (PI), Osmar Vieira, e de Teresina (PI), Firmino Filho, receberam o 6º Prêmio LIDE de Educação. Os gestores representaram ações locais consideradas exemplos no setor e que podem ser reaproveitadas em outros lugares do país. 

LIDE no Brasil e no mundo 

Atualmente, o LIDE conta com 1,7 mil empresas filiadas e 40 unidades nacionais, regionais e internacionais. No Brasil, são 20 unidades distribuídas nas regiões do Amazonas, Bahia, Brasília (DF), Campinas (SP), Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São José do Rio Preto (SP), Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Vale do Paraíba (SP).  

No exterior, o LIDE está presente em 20 países ou regiões: Alemanha, Angola, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, China, Colômbia, Espanha, Florida, Itália, Marrocos, Moçambique, Mônaco, Oriente Médio (Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã) Paraguai, Portugal e Uruguai, além das unidades em constituição no México e no Peru. 

Comunicação LIDE

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